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Archive for junho \30\UTC 2011

Morre aos 78 anos Robert Morris, pioneiro da segurança

foto de Paul O. Boisvert, The New York Times (1991)

Morreu no último dia 26 o criptógrafo Robert Morris, pioneiro da segurança e pai do criador do primeiro worm que se espalhou pela Internet em 1988, quando a rede tinha apenas 50.000 computadores. De acordo com sua mulher, Robert morreu de complicações de demência.

Morris começou como pesquisador no AT&T Bell Labs na década de 60, desenvolvendo compiladores e outros programas. Na década de 70 foi um dos líderes no desenvolvimento do sistema operacional Unix, criando funções de segurança e criptografia. Na década de 80 trabalhou para a NSA, a agência nacional de segurança americana. Em uma ocasião ele revelou à imprensa que iria ajudar o FBI a decriptar evidências em um caso.

Robert Morris nasceu em Boston em 25.07.1932, filho de Walter W. Morris e Helen Kelly Morris. Ele era formado em Matemática (1957) e possuía um mestrado em Matemática Aplicada (1958), ambos por Harvard. Ele se aposentou em 1994 e vivia em Etna, New Hampshire.

As três regras de ouro para garantir a segurança são: não tenha um computador; não ligue-o; e não use-o.

–Robert Morris

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Ministério da Defesa britânico lança campanha sobre privacidade na Internet

Entre o fim do mês de maio e o início do mês de junho o Ministério da Defesa britânico lançou no YouTube dois vídeos que tratam da privacidade na Internet e alertam para o riscos de divulgar informações sensíveis. Um dos vídeos mostra a mãe de um soldado britânico comentando sobre a visita feita à base militar onde está seu filho. Na cena seguinte ela aparece tomando chá com um homem encapuzado e o vídeo termina com as mensagens “Não são apenas seus amigos e sua família que leem seus posts”, “Pense antes de compartilhar”. O outro vídeo mostra duas amigas da Marinha fazendo check-in (divulgando sua localização com uso de GPS) através do Foursquare. Lá está o homem encapuzado novamente.

O Ministério da Defesa também lançou sua própria página no Facebook, YouTube e Twitter para expandir seus canais de comunicação e não vê motivo para que militares parem de postar mensagens em seus murais. No entanto, o ministério reconhece que tem a responsabilidade de educar seu pessoal quanto aos riscos aos quais eles podem estar se expondo.

Os vídeos estão em inglês, sem legendas, mas quase não há diálogos (no primeiro não há) e é fácil compreender a situação.

 

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