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Posts Tagged ‘Sobrevivência’

Japão alertou usinas nucleares em 2008

A IAEA (Agência Internacional de Energia Atômica) alertou o Japão em dezembro de 2008, em reunião do grupo Nuclear Safety and Security do G8, em Tokyo, sobre o risco de usinas nucleares não estarem preparadas para grandes terremotos. O alerta informava que as usinas possuíam controles de segurança desatualizados e que somente suportariam tremores de magnitude 7.0 e não de 9.0 como ocorreu no dia 11 de março.

É possível que uma decisão executiva tenha tomado o lugar de uma decisão técnica, ou que os controles de segurança não tenham sido implantados em tempo. É também possível que nem todas as ameaças tenham sido consideradas, já que os reatores (parcialmente) resistiram aos terremotos e ao tsunami, mas ficaram sem refrigeração devido à entrada de água na infraestrutura.

De qualquer forma, a próxima avaliação da IAEA será muito importante para definir o que pode ser feito no Japão e também para guiar outros países, incluindo aí o Reino Unido, que planejam grandes expansões na geração de energia a partir de usinas nucleares.

De acordo com a matéria do jornal inglês The Telegraph, telegramas da Embaixada americana vazados pelo WikiLeaks demonstram que o especialista da IAEA explicou que os controles de segurança sísmica só foram atualizados 3 vezes em 35 anos.

Geralmente encontramos “especialistas” que falam o óbvio depois do acontecido, algo que deveria ou não poderia ter sido feito. Neste caso, o especialista lançou o alerta antes. Resta saber ainda se as medidas que o governo japonês informou ter implantado após o alerta seriam suficientes ou se este caso foi realmente uma fatalidade. O Japão é o terceiro maior usuário de energia nuclear com 53 reatores.

Natal inseguro ao redor do globo

27 . dezembro . 2009 Deixe um comentário

Não foi só no Brasil que um Natal inseguro (ou indisponível) trouxe problemas. Alguns incidentes de insegurança física em outras partes do mundo foram notícia durante o fim de semana do Natal.

No Vaticano

Vossa Santidade foi derrubada por uma mulher que furou o cordão de segurança durante a Missa do Galo na noite do dia 24.

O porta-voz do Vaticano afirmou que o Papa não correu riscos porque a mulher, Susanna Maiolo, de 25 anos, não estava armada. Isso é um grande engano. Provavelmente o porta-voz não deve estar familiarizado com termos de gestão de riscos. O correto seria dizer que o Papa correu riscos mas que o incidente teve impacto baixo porque a italiana não estava armada, ou seja, o risco de morte ou ferimentos graves não se materializou. No entanto, o incidente teve impacto, já que o cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos, também foi ao chão e teve o fêmur quebrado. Ele foi levado para o hospital para ser submetido a uma cirurgia.

De acordo com o Vaticano, Susanna já havia atentado contra a segurança do Pontífice, em 2008. Na ocasião, no entanto, a mulher foi contida pelos seguranças antes de alcançar o Papa. Ainda segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, “é impossível blindar o Papa”. Ele explicou que é difícil evitar esse tipo de incidente, já que o Papa vive em contato direto com seus fiéis. Ou seja, podemos dizer que é um risco inerente da atividade do Papa, como podemos dizer que todo técnico de futebol corre o risco de perder uma partida. É um risco que faz parte da atividade ou negócio e, apesar das tentativas de redução de risco, sempre haverá um risco residual a ser aceito.

Na França

BBC: Segundo documentos do serviço antiterror da França, a nova arma da Al-Qaeda é o supositório-bomba. Essa “novidade” aumenta o risco em aviões já que explosivos ingeridos, ou melhor, introduzidos como um supositório, são indetectáveis, diz a nota oficial francesa enviada ao ministro do Interior, Brice Hortefeux, e revelada pelo jornal Le Figaro.

Nos Estados Unidos

BBC: Um passageiro nigeriano está sendo acusado de detonar explosivos em um vôo de Amsterdam para Detroit. “De acordo com a rede de televisão ABC, o suspeito teria dito às autoridades que tinha explosivo em pó colado com fita adesiva à sua perna, e que teria usado uma seringa com uma mistura química para causar a explosão.”

Alerta Global

19 . dezembro . 2009 Deixe um comentário

Em GRC (sigla em inglês para Governança, Gestão de Riscos e Conformidade) um dos assuntos que tratamos é a capacidade de sobrevivência de uma organização. Para ampliar suas chances de sobrevivência no caso de um desastre ou incidente que afete seriamente o seu negócio e/ou sua operação, uma organização precisa ter suas contra-medidas preparadas. Melhor ainda, precisa conhecer e reduzir os seus riscos a um nível aceitável para os seus negócios e sua sobrevivência.

Aproveitando as últimas e tristes notícias sobre o acordo de comadres que está sendo costurado na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15) na Dinamarca, hoje vamos falar de algo mais importante do que a sobrevivência do negócio. Vamos falar sobre sobrevivência, apenas.

Lançado em 2006, o filme An Inconvenient Truth (Uma verdade inconveniente), é um documentário sobre o aquecimento global. Al Gore, que “costumava ser o próximo presidente americano”, traz um punhado de dados científicos e tenta convencer o mundo de que o nosso tempo está passando. Apesar de ser um tema frequente na mídia, o aquecimento global não consegue ser solucionado porque alguns executivos (aqueles que estão à frente das empresas que mais poluem) e alguns governantes (os que estão à frente dos países que mais poluem, é óbvio), insistem em questionar os dados ou simplesmente alegam que não têm condições de reduzir a emissão de CO² devido ao impacto na economia.

Lamentavelmente não foi neste ano que o mundo conseguiu dar mais um passo na direção da solução para esta questão que é a mais séria que a humanidade já enfrentou. Esse é um documentário que vai fazer você pensar sobre o assunto e querer acompanhar as novas tentativas de acordo em 2010.

“Nossa capacidade de sobreviver está em jogo”.

A natureza vai ficar bem sem nós. E nós? Vamos ficar bem sem a natureza?

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COP-15: Google apresenta ferramenta para mapear florestas

11 . dezembro . 2009 Deixe um comentário

O Google anunciou em seu blog que apresentou nesta semana durante a COP-15, uma ferramenta para ajudar a mapear mudanças em florestas e desmatamentos, que ainda está em fase de testes junto com especialistas e governos.

A ferramenta permite acompanhar áreas com atividade recente e também avaliar as mudanças ao longo do tempo. O Google juntou petabytes de imagens de satélites com softwares de dois especialistas: o americano Greg Asner (CLASlite) e o brasileiro Carlos Souza (SAD – Sistema de Alerta de Desmatamento). Trabalhando com os especialistas, o Google implantou os softwares deles em uma plataforma de cloud computing (computação em nuvem), juntando imagens de satélites e o poder de processamento de milhares de computadores. Os dados que antes levariam semanas para serem processados agora podem ser processados em segundos.

Resultado do uso do CLASlite em Rondônia, mostrando desmatamento entre 1986 e 2008, onde o vermelho indica atividade recente:

Resultado do uso do SAD em recente desmatamento do Mato Grosso. As áreas vermelhas indicam desmatamentos nos 30 dias anteriores:

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Vazamento de informações na COP-15

11 . dezembro . 2009 Deixe um comentário

O vazamento de um documento informal, que foi noticiado em todo o mundo, causou desconforto em Copenhague nesta semana. O documento prevê “metas de corte de emissões dos países ricos de 80% até 2050. Mas também estipula metas obrigatórias para os países em desenvolvimento.”, diz a notícia da BBC.

A BBC diz ainda que “depois que uma cópia chegou ao jornal britânico The Guardian, que publicou o texto na íntegra, além de detalhes com negociadores dos outros países que estariam por trás da proposta, Estados Unidos e Grã-Bretanha, os ânimos se acirraram.

Para muitos, a existência de um documento, ainda que informal, antes das negociações de Copenhague é prova de que os países menores estão sendo alienados do processo.”

Depois de muitos desmentidos e controle de danos, os jornais informam que ainda não há muita coisa definida. Tudo indica que nesta sexta deve sair o primeiro esboço do texto do acordo, já que os ministros começam a chegar no fim de semana.

Resumindo: a situação já não era fácil. No fundo, todos querem (ou pelo menos dizem que querem) reduzir o aquecimento do planeta. O único problema é quem vai pagar a conta dessa brincadeira. Poucos querem assumir metas e colocar a mão no bolso. Aqueles que mais poluem, que mais usam energia suja, não querem se comprometer com números. Os números dos investimentos necessários para fazer o controle de danos ao planeta já estão na casa dos bilhões. Para complicar mais ainda, vaza um documento formatado por países ricos querendo impor metas aos países em desenvolvimento.

O resultado foi esse: um encontro importantíssimo, que demora a acontecer, onde é difícil chegar em acordos, precisou consumir tempo dos representantes das nações para explicar o inexplicável. Agora é seguir adiante e torcer para que o encontro chegue a algum lugar.

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